Aguardei ansiosamente pelo Hungry Ghosts in the Machine do Mike Watson e percebi que conseguia de graça em um combo junto a The Darkest Timeline do Bram Gieben.
Bastou eu enviar meu comprovante de matrícula do IFBA e contar por quê eu gostaria de ler as 2 obras.
Já carreguei no Kindle e mastiguei o Hungry Ghosts. Devo escrever uma resenha no fim de Março.
Sim, Requião… e do que tratam esses 2 livros?
Hungry Ghosts discutirá as maneiras pelas quais as mídias sociais e outras mídias digitais utilizam a nostalgia para aumentar a ansiedade, a depressão e a alienação, e então oferecer curas passageiras que, no final das contas, levam a um ciclo de desejo e, no máximo, apenas saciedade temporária. Finalmente, será declarado que o bem-estar e a prática espiritual, livres do aspecto compulsivo do uso da mídia social, podem formar um papel útil em um movimento mais amplo que visa promover comunidades saudáveis.
O autor faz isso referenciando o que há de mais recente na cultura pop e iscas que promovem o tal do doom-scrooling. Achei bem legal.
Eu considero que o Hungry Ghosts seria um bom complemento ao estudo sobre Capitalismo de Dados e seus impactos culturais recentes. Recomendaria leitura de Realismo Capitalista do Mark Fisher e também esses documentários do Adam Curtis, a seguir:
Já o The Darkest Timeline é:
(…) é um passeio dinâmico pela teoria crítica, cultura pop e ficção de alto conceito. É o documento de um escritor imerso na guerra cultural tecnologicamente acelerada do final do século XX e início do século XXI, e seus artefatos estranhos.
Como Black Mirror com esteroides, The Darkest Timeline emite 9 vinhetas de desgraça na forma de ensaios teóricos que descrevem não a probabilidade, mas a certeza de nossa morte como espécie. Levando em conta uma série de modalidades apocalípticas, Bram E. Gieben nos mostra com sagacidade e erudição sarcásticas que pode não haver um lado positivo. Somos deixados para escolher como encarar nossa morte. O momento para uma teoria crítica sombria coroada com um desejo melancólico e lados positivos tem “… é hora de parar de imaginar mundos alternativos e confrontar quaisquer monstros que estejam à espreita no porão.”